Há palavras que não se explicam e sentimentos que não se controlam. Recebi estas palavras cheias de sentimentos verdadeiros e genuínos. Só conhecendo as pessoas se pode fazer um pequeno cálculo do valor das palavras e da riqueza dos sentimentos. A beleza que se esconde por detrás das afirmações é de um brilho que reflecte a autenticidade de quem as pronuncia mas reflecte igualmente o sofrimento de quem as vive. Não resisti em colocá-las aqui, marcadas pelo necessário anonimato, porque nos ajudam a sentir o outro e a amá-lo neste tempo que dizemos "de Natal". Na sua mensagem alguém me dizia:"Pena os meus pais não perceberem o quanto lhes quero bem!Pena não perceberem o bem que me fariam(e lhes faria) se se esquecessem deles e me amassem.
Não vou cruzar os braços, mas vou deixar livres aqueles que na sua lberdade tb podem escolher. Quanto a mim, continuo a deixar-me (apesar da dor e fragilidade) guiar por Ele."
Não vou cruzar os braços, mas vou deixar livres aqueles que na sua lberdade tb podem escolher. Quanto a mim, continuo a deixar-me (apesar da dor e fragilidade) guiar por Ele."
Comove a fragilidade das palavras mas comove mais ainda a fragilidade das vidas. Cada um de nós transporta dentro de si muitos destes sentimentos, muitas destas palavras, muito destas vidas. Se parássemos para pensar creio que tudo se mudaria em experiência interior de conforto e de encontro. Tanto nos falta de saída do eu para o tu. Tanto julgamos que no eu se encontra tudo quanto podemos ansiar para a construção de uma vida feliz, que acabamos vazios de nós e de todos. Não se chega a estas situações de desconforto e desencontro por nada. São muitas vezes pequenas decisões de cada dia que criam estas distâncias que se tornam intransponíveis num determinado momento. Acabamos muitas vezes tão longe por estar tão perto.
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