"Não tenho a mínima dúvida de que os encontros foram a grande escola da minha vida. Sofri e alegrei-me com eles. Estou convencido de que o melhor e o pior da nossa vida para pelo bom fruto dos nossos encontros. (...) A arte e o empenho de viver converte-se em arte e empenho de encontrar-se. Para isso há que caertar e criar um espaço cálido, dinâmico, luminoso e comunicativo com os outros. Sem estes encontros a pessoa seca por dentro, esgotam-se os ideais e acaba por sentir-se meio estranha neste mundo" (José María Arnaiz).Timidamente, esperou, estudo o ambiente, o momento, olhou e sorriu. Meigamente como quem teme, aproximou num gesto de simpatia traslúcida e pronunciou duas palavras "senhor padre". Estas palavras fizeram parar a cena e o tempo tornou-se outro. "Não sou da sua religião mas posso oferecer-lhe ..." O tempo que era outro, o de Deus e não o dos homens, respondeu "sim! Pode! Porque não? Pode ser de outra religião mas é uma pessoa e é isso que importa... conheço-a?" Um livro, poesia mastigada com a vontade de amar a Deus e de purificar a alma no bem que se faz aos outros. Foi bom ouvir outra voz, outra alma, outro gesto, outro coração que bate com o coração do Natal... Foi encontro... e na mesma timidez retirou-se ... espero que com o coração cheio...!!!
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