A sociedade moderna experimenta a instabilidade mais profunda que jamais a humanidade viveu. A mais profunda e grave porque atinge o mais profundo e íntimo de cada homem. Trata-se da incapacidade de responder à questão: Quem sou eu? O homem que não consegue responder a esta pergunta fundamental é um homem que tem dificuldade em situar-se correctamente diante do mundo, das coisas, dos outros e da vida. Consequentemente não consegue situar-se de modo satisfatório diante da família, do trabalho, do lazer, da doença, da fortuna, da desgraça, da tristeza e da alegria. O homem sem resposta para a pergunta fundamental sobre si mesmo não sabe colocar-se na esfera do privado nem na esfera do público. Não entende o que lhe pertence nem entende o significado do bem comum. Não consegue abarcar o aqui e agora e muito menos o amanhã, o futuro, um rumo na vida e menos ainda o futuro da humanidade, o seu sentido, a sua meta. Impossível entender a vida eterna se não entende esta vida. O homem que não consegue responder à pergunta básica do "Quem sou eu?" Não sabe colocar-se diante de uma situação, de uma notícia, da informação, de uma ideia, de uma novidade. Não sabe colocar-se diante de um texto que lhe é dado para ler ou numa conversa que é convidado a estabelecer. O homem que não sabem quem é, não responde por si mesmo. Experimenta-se ausente da sua própria vida e não percebe que está agindo com todas as energias do seu ser mas alienado de si mesmo. Não assume responsabilidade nem se compromete. Não entende o mal que faz nem compreende a barreira entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a vida e a morte, o sim e o não. Não consegue enfrentar o inimigo e não sabe o que é um amigo. O homem que não responde à pergunta sobre si próprio não responde por si próprio. É um homem sem resposta, sem sentido, sem valor, sem referências. O homem que não é capaz de responder à pergunta vertebral de “quem sou eu?” Não sabe fazer perguntas nem procura respostas. O homem que não responde à sua pergunta mais importante simplesmente não vive e consequentemente não deixa rasto e também não morre.Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Quem sou eu?
A sociedade moderna experimenta a instabilidade mais profunda que jamais a humanidade viveu. A mais profunda e grave porque atinge o mais profundo e íntimo de cada homem. Trata-se da incapacidade de responder à questão: Quem sou eu? O homem que não consegue responder a esta pergunta fundamental é um homem que tem dificuldade em situar-se correctamente diante do mundo, das coisas, dos outros e da vida. Consequentemente não consegue situar-se de modo satisfatório diante da família, do trabalho, do lazer, da doença, da fortuna, da desgraça, da tristeza e da alegria. O homem sem resposta para a pergunta fundamental sobre si mesmo não sabe colocar-se na esfera do privado nem na esfera do público. Não entende o que lhe pertence nem entende o significado do bem comum. Não consegue abarcar o aqui e agora e muito menos o amanhã, o futuro, um rumo na vida e menos ainda o futuro da humanidade, o seu sentido, a sua meta. Impossível entender a vida eterna se não entende esta vida. O homem que não consegue responder à pergunta básica do "Quem sou eu?" Não sabe colocar-se diante de uma situação, de uma notícia, da informação, de uma ideia, de uma novidade. Não sabe colocar-se diante de um texto que lhe é dado para ler ou numa conversa que é convidado a estabelecer. O homem que não sabem quem é, não responde por si mesmo. Experimenta-se ausente da sua própria vida e não percebe que está agindo com todas as energias do seu ser mas alienado de si mesmo. Não assume responsabilidade nem se compromete. Não entende o mal que faz nem compreende a barreira entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a vida e a morte, o sim e o não. Não consegue enfrentar o inimigo e não sabe o que é um amigo. O homem que não responde à pergunta sobre si próprio não responde por si próprio. É um homem sem resposta, sem sentido, sem valor, sem referências. O homem que não é capaz de responder à pergunta vertebral de “quem sou eu?” Não sabe fazer perguntas nem procura respostas. O homem que não responde à sua pergunta mais importante simplesmente não vive e consequentemente não deixa rasto e também não morre.
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